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Glossário

Glossário de AI Operations

Os termos que aparecem quando uma empresa coloca IA para trabalhar dentro dos processos, definidos em linguagem de negócio. A primeira frase de cada verbete responde sozinha.

Agente de IA

Agente de IA é um sistema que usa um modelo de linguagem para interpretar um pedido, decidir os passos e usar ferramentas dentro de um escopo definido. Diferente de uma automação por regra, ele lida com entrada variável, como um e-mail escrito livremente. Em produção, todo agente precisa de escopo, proprietário humano, ferramentas permitidas, nível de autonomia e trilha de auditoria.

Agentes de IA para empresas de médio porte

AI Operations

Também: operação de IA

AI Operations é a disciplina de colocar e manter a inteligência artificial funcionando dentro dos processos do negócio. Cobre três movimentos: diagnosticar onde a IA gera resultado, implantar automações e agentes, e operar o que foi implantado, acompanhando qualidade, adoção, custo, incidentes e retorno. Não é o mesmo que AIOps, que trata de operações de TI.

AI Operations: o que é e por que não é AIOps

AIOps

AIOps é o uso de inteligência artificial nas operações de TI: monitoramento de infraestrutura, correlação de alertas e resposta a incidentes. O objeto do AIOps é a infraestrutura de tecnologia. O objeto de AI Operations é o processo de negócio em que a IA trabalha.

A diferença entre AI Operations e AIOps

Base de conhecimento

Base de conhecimento é o conjunto de conteúdos aprovados pela empresa que o agente consulta para responder: políticas, preços vigentes, procedimentos, perguntas frequentes. Precisa de dono e de versão. O agente responde só com o que está nela; o que não está, ele escala.

Baseline

Também: linha de base

Baseline é a medição do processo antes da mudança: volume, tempo por execução, custo, taxa de erro e receita afetada. Sem baseline não existe retorno medido, existe opinião. É levantada no diagnóstico e reaproveitada para comparar depois da implantação.

Como medir o ROI de automação com IA

Business case

Também: análise de viabilidade

Business case é a análise que organiza premissas, esforço, custos e benefícios esperados de uma oportunidade para que a direção possa decidir. Um bom business case declara as premissas e apresenta faixas, não um número único.

Chatbot

Chatbot de fluxo é um atendimento automatizado que segue uma árvore de opções e regras definidas de antemão. Responde bem a perguntas poucas e previsíveis. Não interpreta texto livre nem decide o próximo passo, o que o distingue de um agente de IA.

Chatbot ou agente de IA no atendimento

Diagnóstico Empresarial de IA

Diagnóstico Empresarial de IA é o projeto de entrada da Heleveos: curto, pago e objetivo, examina processos, dados, sistemas, pessoas e prioridades e devolve cinco entregáveis: mapa de processos, mapa de oportunidades, leitura de prontidão, análise de viabilidade e plano de implementação. Os entregáveis servem mesmo que a implementação seja feita por outro fornecedor.

Conhecer o Diagnóstico Empresarial de IA

Escada de autonomia

Também: níveis N1 a N4

Escada de autonomia é a regra que define o que um agente pode fazer sozinho, proporcional ao risco e à reversibilidade da ação. Na Heleveos são quatro níveis: N1 livre (executa e registra), N2 supervisionada (humano revisa por amostra ou antes do envio), N3 aprovação obrigatória (agente prepara, humano autoriza) e N4 proibida (bloqueia, registra e escala).

Onde colocar aprovação humana em agentes de IA

Fallback

Fallback é o procedimento que entra em ação quando o agente falha, fica indisponível ou não sabe responder: voltar ao processo manual, encaminhar a uma pessoa ou recusar a tarefa com registro. Um agente só deve ganhar autonomia depois de ter o fallback testado.

Go-live

Go-live é a entrada de uma automação em produção, com aceite formal de quem responde pelo resultado. Uma automação não está pronta só porque funciona: está pronta quando trata exceções, respeita permissões, tem custo conhecido, pode ser observada, dispõe de fallback e tem dono operacional.

Human in the loop

Também: aprovação humana

Human in the loop é o desenho em que o agente de IA prepara a ação e uma pessoa autoriza antes de ela acontecer. Vale para decisões caras ou difíceis de desfazer: preço, contrato, pagamento, acesso, dados pessoais e comunicação pública. No restante, revisão por amostra e registro bastam.

Human in the loop na prática

Leitura de prontidão

Leitura de prontidão é a avaliação das condições de dados, tecnologia, equipe e gestão que a empresa tem para sustentar uma mudança com IA. Mostra o que já está pronto, o que falta e o que precisa ser resolvido antes de cada oportunidade.

Quiz de maturidade ou diagnóstico pago

LGPD

Também: Lei Geral de Proteção de Dados

LGPD é a Lei 13.709/2018, que regula o tratamento de dados pessoais no Brasil. Em projetos de IA, ela aparece na escolha da base legal, na classificação e retenção dos dados, na relação com fornecedores que processam dados em nome da empresa e no direito do titular de pedir revisão de decisões tomadas unicamente por tratamento automatizado.

Governança mínima de IA para empresas de médio porte

LLM

Também: modelo de linguagem

LLM (large language model) é um modelo de linguagem treinado em grande volume de texto, capaz de interpretar e produzir linguagem natural. É o motor dos agentes de IA atuais. Sozinho, um LLM não conhece os dados da sua empresa nem executa ações: isso depende da base de conhecimento e das ferramentas que o agente recebe.

Orquestrador

Orquestrador é o componente que coordena o fluxo entre agentes, sistemas e pessoas: decide qual agente recebe cada tarefa, em que ordem e quando a decisão sobe para um humano. Agentes especializados executam tarefas. O orquestrador cuida da passagem entre elas.

Piloto controlado

Piloto controlado é a primeira execução de uma automação em condições reais e limitadas: caminho principal e exceções críticas, dados restritos, usuários nomeados e possibilidade de voltar atrás. Serve para validar antes de ampliar o uso, com critérios de aceite definidos de antemão.

Roteiro de 90 dias para começar com IA

Quick win

Quick win é a primeira entrega de um programa de IA: um processo frequente, com regra clara, dado acessível e erro reversível, que mostra resultado visível cedo. Depois do diagnóstico, a recomendação da Heleveos é um quick win visível, uma fundação em paralelo e no máximo uma aposta por vez.

Quais processos automatizar primeiro

RPA

Também: automação robótica de processos

RPA é a automação que repete, na interface dos sistemas, os cliques e digitações que uma pessoa faria. Funciona bem quando a regra é fixa e a tela é estável. Quebra quando a tela muda ou quando a entrada exige interpretação.

RPA, workflow, chatbot ou agente de IA: matriz de decisão

Taxa de intervenção

Taxa de intervenção é a proporção de execuções de um agente em que uma pessoa precisou corrigir, completar ou assumir a tarefa. É o principal sinal de qualidade em operação: em queda, indica que o agente pode ganhar autonomia; em alta, indica problema de escopo, de dados ou de instrução.

Transbordo

Também: passagem para humano

Transbordo é a passagem de um atendimento do agente de IA para uma pessoa. Acontece por gatilho: pedido do cliente, baixa confiança na resposta, tema sensível, reclamação ou valor alto. Um bom transbordo entrega o histórico completo, para que o cliente não precise repetir nada.

Como desenhar o transbordo no atendimento com IA

Trilha de auditoria

Trilha de auditoria é o registro de cada execução de um agente: quem pediu, o que foi feito, com qual fonte, qual decisão foi tomada, quem aprovou e qual foi o resultado. Permite reconstruir o que aconteceu depois de um erro e sustenta a revisão por amostra.

Workflow

Também: automação por fluxo

Workflow é uma sequência de passos conhecidos, executada entre sistemas por meio de integrações. Cada passo tem gatilho, regra e destino definidos de antemão. É a escolha certa quando o caminho é previsível e os sistemas oferecem API.

Quando usar workflow, RPA, chatbot ou agente